O presidente da Câmara de Vereadores, Vanderlei de Oliveira (PT), abordou a área da saúde de Blumenau e falou do projeto de lei sobre plano de cargos e salários para os servidores municipais. Informou que o projeto foi enviado ao Poder Legislativo em 2003, mas os que não tiveram compreensão a respeito da matéria preferiram que o mesmo fosse retirado da pauta.
“Desde lá passam-se os governos e o projeto recebe meros remendinhos e não bate aqui na Câmara”, disse, assinalando que os agentes de saúde, os enfermeiros e auxiliares, dentistas e médicos, não têm condições de trabalho ou salários condizentes com as funções que exercem.
Vanderlei afirmou que os problemas na saúde de Blumenau não são por falta de recursos, mas por deficiência de gestão. Lembrou que há 10 anos o orçamento da saúde era de R$ 80 milhões e que atualmente são R$ 250 milhões.
Segundo o presidente, quando se fala sobre saúde é necessário ter a capacidade de entender as leis federais que regulamentam o setor. Disse, no Brasil, pode-se dizer que a saúde privada vai razoavelmente bem para quem tem muito dinheiro, mas para quem a conta bancária não é tão boa assim encontra problemas e acaba migrando para o SUS. “O atendimento das associações e cooperativas também deixam a desejar. É o que vemos muita gente reclamando do atendimento, vinculado a um contrato e a autorização”, destacou.
O presidente disse que quando dependemos do SUS, os recursos são infinitos dentro das necessidades humanas, mas finitos dentro da coletividade. Explicou que as dificuldades no sistema estão relacionadas diretamente à falta de gestão por parte dos municípios. “São os prefeitos e as respectativas estruturas os responsáveis pela má ou boa gestão da saúde”, afirmou.

