O presidente Vanderlei de Oliveira (PT) recordou que nesta terça-feira (13) comemora-se os 126 anos da abolição da escravatura. Ele destacou que por pelo menos 350 anos o Brasil foi abastecido com homens, mulheres e crianças que advinham da África como escravos.
“Já se passaram 126 anos da dita abolição, cerca de um terço de todo o período que o Brasil recebeu escravos, e quem acompanhou a história sabe que pouco foi feito pra corrigir erro histórico. Mas algumas das políticas inclusivas foram desenvolvidas na última década”, valorizou.
Ele sustentou que essas políticas para reduzir a miserabilidade, como as cotas, sofrem críticas até mesmo no parlamento municipal. “Tem gente que nega-se a fazer essa correção histórica. Temos que lembrar que estamos em uma região dominada pensamento nazista”, acrescentou. “Pensamos que a raça ariana é superior, que homens e mulheres devem ser tratados diferenciadamente pela sua cor”, criticou.
O parlamentar convidou a todos para pensarem sobre o que está acontecendo não só na cidade, mas no estado, no país e no mundo, para verificar que há muito o que se fazer. “Recentemente ocorreu o sequestro mais de 200 jovens na Nigéria pelas mãos da milícia radical islâmica Boko Haram. Elas estão sendo mortas e violentadas porque ainda há pessoas no mundo que não reconhecem o direito das mulheres estudarem. Vejam o tamanho da ignorância desse mundo formado por seres humanos”, salientou.
Vanderlei frisou ser inconcebível que se permita o tráfico de pessoas e disse que não devemos esquecer que o mundo ainda passa por dissabores dessa ordem. “Quem não tem habilidade de pensar um pouco no mundo não serve para pensar no seu bairro e na sua rua”, advertiu, justificando o assunto do pronunciamento.
Foto: Renan Olaz | Agência CamaraBlu
Fonte: Assessoria de Imprensa CamaraBlu

