Oldemar Becker (sem partido), Mário Hildedrandt (PSB), Célio Dias (PR), Marcos da Rosa (DEM), Marco Antônio Wanroswki (PSDB), Cézar Cim (PP), Fábio Fiedler (PSD), Robinho (PSD), Beto Tribess (PMDB), Jens Mantau (PSDB) e Zeca Bombeiro (SD). O que eles têm em comum? São vereadores de Blumenau que ajudaram a impedir que o contrato da Prefeitura de Blumenau com o Consórcio Siga fosse alvo de uma CPI na Câmara.
Eles se recusaram a assinar a CPI proposta pelo vereador Ivan Naatz (PDT), assinada também pela bancada do PT, Vanderlei de Oliveira, Jefferson Forest e Adriano Pereira. Mesmo com a maior empresa do Consórcio Siga falida, mesmo com uma série de paralisações no transporte coletivo ao longo do ano, com o proprietário da Glória afirmando que só tirou dinheiro do bolso em dois anos, com o Ministério Público questionando a troca de donos na empresa, esses 11 vereadores acharam melhor que a Câmara ficasse de fora do assunto.
Uma CPI poderia, por exemplo, convocar os donos atuais da Glória e ex-sócios para depor, assim como antigos diretores-presidentes do Seterb e os proprietários de outras empresas. Uma CPI ajudaria o Ministério Público e o próprio executivo a entender COMO UMA EMPRESA DO SIGA QUEBRA ENQUANTO AS OUTRAS DUAS FUNCIONAM.
Oldemar Becker, que teve a façanha de ser expulso do PPS (a sigla preferiu ficar sem representantes na Câmara que ter ele), chegou a assinar a CPI. Mas depois pediu para retirar a assinatura. Em entrevista a Rádio Nereu, afirmou que achou que o documento era outra coisa. Das duas uma: ou ele é alguém que assina as coisas sem ler (e não deveria estar na Câmara) ou mudou de ideia e não quis explicar para sociedade porque mudou.
Naatz exigiu que a CPI fosse aberta mesmo assim, alegando que o regimento interno não prevê a retirada de assinaturas. Mas depois de uma semana enrolando, o presidente da Casa validou a retirada e não instalou a comissão de inquérito.
O fato é: o governo não quis a CPI e possui 11 vereadores na Casa, o suficiente para barrar QUALQUER INVESTIGAÇÃO. Naatz cogita recorrer da decisão da Mesa Diretora na Justiça, enquanto isso a população sofre em um transporte coletivo cada dia pior, com buracos nos horários, veículos estragando no caminho, paralisações por falta de pagamento aos motoristas e cobradores e uma perspectiva de aumento acima da média da tarifa em fevereiro do ano que vem.
Quando você tiver problema com o transporte coletivo, lembre dos 11 vereadores que não deixaram uma investigação ser feita no Legislativo.
Fonte: Giovanni Ramos | Portal Controversas

