POR: ALEXANDRE GONÇALVES 04/01/2016
Nesses últimos dois meses , durante a crise do transporte coletivo de Blumenau, a população reclamou muito da ausência dos nossos vereadores neste debate. No auge da crise, com a greve de quase duas semanas, as criticas aos parlamentares aumentaram muito, principalmente nas redes sociais. E tem razão. Mas com exceções que precisam ser valorizadas.

A principal é o vereador Vanderlei de Oliveira (PT), que acompanhou de perto o problema e teve papel decisivo na solução do impasse, mediando a interlocução com o Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho. Esteve presente em quase todas as assembleias dos trabalhadores. Os dois outros vereadores do PT, Jefferson Forest e Adriano Pereira, estiveram em uma ou duas assembleias, mas só.
O melhor foi o Ivan Naatz (PDT), autor do pedido de CPI para avaliar o transporte coletivo, que morreu na casca por falta de mais uma assinatura. Lembra aquele episódio do Becker (então sem partido, hoje no DEM)? Pois é, quando a categoria anunciou o fim da greve, Naatz escreveu nas redes sociais dele : “Fico feliz que o sindicato tenha atendido meus apelos publicados aqui e construído o diálogo“. Demagogia barata de quem estava de férias e não acompanhou discussão alguma e não fez contato com as partes.
Já os demais 11 vereadores, silêncio absoluto, viraram as costas para um tema tão importante. Tenho minhas dúvidas se a CPI pedida pela oposição seria a solução, por duas situações. Penso que não haveria estrutura para uma investigação séria e acabaria servindo apenas de palanque em ano eleitoral.
Agora, a Câmara deveria assumiu seu papel e criar uma comissão supra-partidária para acompanhar de perto o processo, em busca de soluções. Mas não. A maioria governista opta pela omissão.
Fonte: INFORME BLUMENAU
